Tomar Calmantes Durante o Vôo: Uma Prática Perigosa que Deve ser Evitada

A segurança durante viagens aéreas deve ser prioridade, e qualquer decisão relacionada ao uso de medicamentos deve ser tomada em consulta com um médico especialista.
Muitas pessoas enfrentam certo desconforto ou até mesmo medo ao viajar de avião. Em busca de uma solução para lidar com essa ansiedade, algumas delas recorrem a métodos como ingerir bebidas alcoólicas ou tomar remédios para dormir durante o voo. No entanto, é fundamental entender os riscos associados a essa prática e refletir sobre a segurança dessas ações.  

O Desafio da Altitude

  Ao viajar de avião, estamos expostos a altitudes elevadas, uma vez que a aeronave comercial voa a uma média de aproximadamente 10 mil metros acima do nível do mar. Nessa altitude, a quantidade de oxigênio disponível é menor do que em terra firme. Mesmo para pessoas saudáveis, essa condição é considerada segura, e não há a necessidade de suplementar oxigênio durante o voo. No entanto, é importante mencionar que a saturação de oxigênio pode sofrer variações, chegando a cair em até 4% durante o voo, quando comparada aos níveis normais de cerca de 97%.  

Os Riscos da Associação com Medicamentos para Dormir

  Agora, considere a combinação de medicamentos para dormir, conhecidos como relaxantes, com essa altitude elevada. Um dos efeitos desses medicamentos é a depressão respiratória, ou seja, a dificuldade para respirar. Essa situação, por si só, já leva à diminuição da saturação de oxigênio no organismo. Quando ingerimos calmantes antes ou durante um voo, reduzimos ainda mais a quantidade de oxigênio disponível no corpo. Essa dupla ação de diminuição do oxigênio, tanto pela altitude do voo quanto pelos efeitos dos medicamentos, pode levar a pessoa a uma zona de risco.  

Riscos à Saúde e Possíveis Consequências

  Para a maioria das pessoas saudáveis, o uso ocasional de medicamentos para dormir durante um voo pode não apresentar grandes riscos. No entanto, é importante considerar que cada indivíduo pode reagir de forma diferente à combinação de altitude e medicamentos, e o resultado pode ser imprevisível. Para pacientes que possuem histórico de problemas cardíacos ou que necessitam de suplementação de oxigênio em sua rotina normal, esses efeitos podem ser altamente perigosos. A combinação de medicamentos que diminuem a quantidade de oxigênio no organismo, junto com o ambiente de altitude durante o voo, pode levar a uma parada cardíaca ou mesmo resultar em óbito durante a viagem.  

A Importância de Consultar um Médico

  Diante dos riscos associados à ingestão de medicamentos durante o voo, é fundamental destacar que nunca se deve consumir calmantes ou qualquer outro medicamento por conta própria, sem a devida orientação médica. Cada pessoa possui condições de saúde e histórico médico únicos, e o uso inadequado de medicamentos pode ter sérias consequências. A consulta a um médico especialista é a melhor maneira de determinar se o uso de determinado medicamento é seguro para cada indivíduo, especialmente durante viagens de avião. Um médico poderá avaliar a saúde geral do paciente, considerar possíveis condições médicas preexistentes e indicar o tratamento mais apropriado para garantir a segurança e o bem-estar durante o voo.  

Priorize a Segurança

  Viajar de avião pode ser uma experiência desafiadora para muitas pessoas, especialmente aquelas que enfrentam medo ou ansiedade durante o voo. No entanto, tomar calmantes para tentar relaxar pode ser uma prática perigosa, especialmente quando associada à altitude elevada durante a viagem. A diminuição da saturação de oxigênio causada pela combinação de altitude e medicamentos pode representar riscos significativos para a saúde, especialmente para indivíduos com histórico de problemas cardíacos ou necessidades específicas de oxigenação. A segurança durante viagens aéreas deve ser prioridade, e qualquer decisão relacionada ao uso de medicamentos deve ser tomada em consulta com um médico especialista. A avaliação médica é essencial para garantir que a saúde e o bem-estar do paciente sejam protegidos, permitindo que a viagem ocorra de forma mais tranquila e segura.  

Referências Bibliográficas:

 
  1. The Aerospace Medical Association. (2003). Medical Guidelines for Airline Travel. Aviation, Space, and Environmental Medicine, 74(5), A1-A19.
 
  1. Helmreich, R. L., & Merritt, A. C. (1998). Culture at work in aviation and medicine: National, organizational, and professional influences. Aldershot, UK: Ashgate.
 

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