Os 5 níveis de sedação

Os cinco níveis de sedação

Quando falamos dos níveis de sedação, precisamos entender que a sedação é uma técnica anestésica utilizada quando desejamos diminuir a ansiedade e a angústia do paciente. Porém ela pode ser modulada em sua intensidade de acordo com a intenção terapêutica. Também pode ser associada a outras técnicas para que se possa atingir o objetivo desejado. Por exemplo, associado a analgesia, à anestesia local, a bloqueios anestésicos, raquianestesia, peridural etc. Quanto à intensidade de sedação, podemos classificá-las em 5 níveis:

Nível zero de sedação

Neste nível, o paciente encontra-se pacificado. Mas está em pleno domínio de suas funções. Não tem alteração de memória, nem de percepção. Ele pode dirigir, trabalhar, estudar, exercer suas funções diárias sem problemas. Utilizamos esta intensidade de sedação quando o objetivo é tratar crises e ansiedade em pacientes que, durante o período terapêutico, podem exercer suas atividades diárias sem interferência, mas aliviados de sua ansiedade.

Nível um de sedação

No nível 1 de sedação, o paciente está calmo, um pouco sonolento, já começa ter efeitos de amnésia. Porém se estimulado verbalmente, consegue responder adequadamente. Responde a comandos verbais e a solicitações. É ideal para procedimentos, como odontologia, principalmente quando associados a analgesia e anestesia local. Pois permite um paciente estar tranquilo, sem dor e ainda mantendo reflexos protetivos além de atender a solicitações como “Abra a boca, por favor”, O que é essencial para procedimentos orais.

Nível dois de sedação

Quando o paciente está neste nível de sedação, o paciente está ressonando, dormindo. Já não responde com tanta facilidade a comandos verbais, mas se estimulado fisicamente, com um toque, ele responde, acorda momentaneamente, e coopera com a equipe cirúrgica. Porém ainda guarda boa resposta e reflexos de proteção, principalmente de via aérea e de deglutição. Pode ser utilizado em procedimentos mais incômodos e em pacientes mais ansiosos.

Nível três de sedação

Neste nível de sedação, o paciente está em sono profundo já não responde a comandos verbais, mantém resposta pobre a estímulos físicos, sendo necessário às vezes estímulos físicos mais intensos. Muito útil para procedimentos mais incômodos e nos quais há controle total da via aérea pelo médico anestesiologista. Pois os episódios de depressão respiratória podem estar presentes. Assim como os reflexos protetivos começam a diminuir. Este nível de sedação é inadequado para procedimentos odontológicos, por exemplo, pois o cirurgião dentista compete diretamente com o médico anestesista pelo controle da via aérea. Além de o paciente não responder mais a comandos e ser incapaz de manter a boca aberta durante o procedimento. Mas são úteis em procedimentos como colonoscopias ou inseminação artificial, por exemplo.

Nível quatro de sedação

Este nível é o nível mais profundo de sedação. E aqui há completa dependência do médico anestesiologista para a manutenção de via aérea. Pois os efeitos de depressão respiratória passam a ser significativos. E por isto exige-se a presença e vigilância contínua de um médico habilitado, especialista em anestesia, durante todo o tempo de execução do procedimento. Muito útil em procedimentos muito incômodos, mas de curta duração, em que o benefício de uma sedação profunda supera os riscos e os custos de uma anestesia geral.

Escolhendo o nível de sedação apropriado

Por isto, a conversa com o médico anestesiologista antes do procedimento, durante a consulta pré-anestésica, é tão importante. É neste momento que o médico anestesiologista poderá, conhecendo os antecedentes de saúde do paciente, o procedimento proposto e os objetivos, tanto do cirurgião quanto do paciente, escolher a melhor técnica anestésica. Escolhendo ainda se esta deve ser aplicada isoladamente ou em associação com outras técnicas.

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2 Replies to “Os 5 níveis de sedação”

    1. Oi Maura, tudo bem?
      A sedação é uma técnica anestésica muito boa, pois permite que procedimentos incômodos, como este que você fará, sejam tranquilos e sem traumas. Mas o que realmente torna o procedimento seguro é que ele seja feito por médico especialista em um ambiente adequado. Pois O médico anestesiologista estará de olho em você, monitorando seus sinais vitais por todo o período do procedimento. Ele também é intensamente treinado em tratar emergências. Por isto, converse com o médico anestesista antes do procedimento, conte todo o teu histórico de saúde para ele. E assim ele poderá planejar o melhor procedimento, da forma mais segura possível.
      Desejo um excelente procedimento a você.
      Depois me conta como foi!
      Atenciosamente, dr. Ivan Vargas.

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